Transporte alternativo e transporte tradicional, a vida perigosa do ciclista

Apesar da extensão de quilômetros de ciclovia, Porto Alegre tem um número instável de óbitos por acidentes de ciclistas nos últimos anos


Que a bicicleta virou um dos melhores meios de transporte alternativo e sustentável em relação ao meio ambiente, isso ninguém tem dúvida. Porém, nos últimos anos tem ocorrido uma oscilação nos números de óbitos de ciclistas por acidentes com transportes tradicionais (ônibus, carro, caminhão, moto, etc), em Porto Alegre. Somente para efeito de comparação, os números também oscilam no Rio Grande do Sul, como mostram os gráficos.


Os dados extraídos do DataSus apresentam um aumento no número de mortes no estado do Rio Grande do Sul, tendo registrado 84 óbitos em 2019. Já em Porto Alegre houve queda de 10 óbitos em 2018, para 6, em 2019. Em 2020 a prefeitura de Porto Alegre registrou até o momento, 2 mortes. Por enquanto, uma nova queda em relação ao ano passado.


Fonte: DataSus (Créditos: Paulo Fraga Paz)


O militar e estudante de direito Mauricio Victor de Assis Flores Veloso, de 21 anos, amante das bicicletas, comenta o uso desse transporte. “Eu ando quase todos os dias de bicicleta. Quanto mais ciclovias melhor. Eu sirvo no CMPA (Colégio Militar de Porto Alegre) e há uma estação de bicicleta bem na frente, então pego a bike e ando pela Redenção, Cidade Baixa, até o Centro. Nos finais de semana, ando pela Orla do Guaíba.”


A respeito da segurança no trajeto, o estudante entende que a mobilidade de ciclovias é muito boa num geral. "Só acho que todas as ciclovias deveriam ser na calçada, porque há muitos trechos em que elas são literalmente junto com as avenidas”, diz.


A prefeitura de Porto Alegre, em julho deste ano, entregou mais 5,4 mil metros de ciclovias, totalizando já 55 quilômetros. O secretário municipal extraordinário de Mobilidade Urbana Rodrigo Mata Tortoriello comenta sobre as novas faixas entregues: “Com a redivisão das faixas de rodagem e sem redução de capacidade de fluxo, a implantação torna o uso do espaço urbano mais eficiente e conta com os elementos de sinalização tática que a caracterizam como uma Rua Completa, para maior segurança de todos os usuário da mobilidade ativa.”


Fonte: DataSus (Créditos: Paulo Fraga Paz)


Semana Nacional do Trânsito e a queda de mortes


A Semana Nacional do Trânsito, que aconteceu entre os dias 18 e 25 de setembro, teve como objetivo conscientizar as pessoas e que todos são responsáveis pelo segurança de cada um. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, o Brasil teve queda de 7% no número de mortes no trânsito no período de 2015 e 2019 e os números caíram de 43 mil para 30 mil anual.


O diretor-geral do Denatran, Frederico Carneiro comemora com restrições os resultados. “Registramos uma expressiva redução no número de mortes no trânsito nos últimos anos, mas é inadmissível que trinta mil vidas por ano sejam perdidas em decorrência de acidentes. Nosso objetivo é que esses números diminuam ainda mais. Estamos trabalhado arduamente para promover a educação no trânsito, porque acreditamos que, desta forma, conseguiremos conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância de condutas responsáveis.”

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