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Poesia dá voz à diversidade e fortalece a representatividade nas periferias

há 2 horas
1 min de leitura
Reprodução Entreverbos
Reprodução Entreverbos

A cultura do slam surgiu na década de 1980, em Chicago, nos Estados Unidos, como uma forma de tornar a poesia oral e performática mais acessível às camadas populares. Na época, as apresentações de poesia costumavam ocorrer em espaços mais tradicionais, com pouca participação da plateia. Diante desse cenário, o poeta e trabalhador da construção civil Marc Kelly Smith idealizou um modelo mais interativo, democrático e próximo do público.


Em 1984, Smith começou a promover encontros de poesia no Get Me High Lounge. Dois anos depois, em 1986, o formato deu origem ao Uptown Poetry Slam, realizado no Green Mill Lounge. A iniciativa ganhou força e, ao longo dos anos, se espalhou por diversos países, especialmente em comunidades periféricas, onde a poesia passou a ser utilizada como ferramenta de expressão e resistência social.


Embora o slam seja uma manifestação cultural marcada pela diversidade de vozes, mulheres e pessoas LGBTQIA+ também enfrentam desafios para conquistar visibilidade e reconhecimento nesses espaços. Ao ocupar as rodas de poesia, esses grupos encontram uma oportunidade de denunciar desigualdades, combater preconceitos e compartilhar experiências individuais e coletivas.


Em São José dos Pinhais, a Praça do Verbo Divino se transformou em um espaço de manifestação cultural e fortalecimento dessas vozes. Confira a reportagem de Gabriele Rocco, publicada na revista Entreverbos, intitulada "Em rodas de slam, mulheres e pessoas LGBTQIA+ transformam a palavra em território próprio", que mostra como a poesia tem sido utilizada por essas comunidades para promover representatividade, pertencimento e transformação social.

 


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