Mulheres vítimas de violência no caminho rumo ao recomeço
Atualizado: há 12 minutos
Autor(a): Vitória Abranoski Soares

Entre os dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp), o estado registrou mais de 13 mil casos de violência doméstica contra mulheres em 2026. Além disso, levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) mostra que foram contabilizadas cerca de 688 mil ocorrências de violência contra a mulher entre 2019 e 2025 no Paraná, demonstrando que a violência de gênero permanece como uma das principais questões sociais e de segurança pública do estado.
“A violência contra a mulher no Brasil é um problema complexo e multifacetado, exigindo uma ação conjunta entre o Estado e a sociedade civil para seu enfrentamento efetivo”, comenta Viviane Lara, assistente social na Associação Beneficente Encontro com Deus - ECD - atuante no protejo de enfrentamento a violência doméstica contra a mulher, Beleza Escondida.
Conforme destaca, “a violência contra as mulheres nasce numa estrutura patriarcal que coloca as mulheres em lugar de subalternidade com relação aos homens”. Na sua avaliação, quando se fala das questões de políticas existentes no Brasil para proteger as mulheres vítimas de violência, “o Estado não está preparado, porque não consegue atender todas as mulheres. O Estado precisa não só enfrentar a violência, realizar a denúncia e acolher as provas, mas também acolher a vítima”.
Viviane Lara ressalta que diante deste contexto, faz-se necessário esboçar a atuação da sociedade civil nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres, tendo como base a sociedade civil e o papel da unidade pública estatal da Proteção Social Especial através do CREAS – Centro de Referência Especializado em Assistência Social.

A servidora muncipal Paula de Carvalho Souza, assistente social no CREAS Santa Felicidade, destaca que “as vítimas de violência doméstica chegam ao CREAS por diferentes meios: procura espontânea, denúncia via Rede de Proteção ou encaminhamento por ofício do Juizado de Violência Doméstica e Familiar”.
Para a servidora municipal “os desafios são inúmeros, sendo o maior deles quando a denúncia chega pela Rede de Proteção. Nesse caso, o CREAS busca sensibilizar a vítima quanto ao ciclo da violência, incentivando a denúncia e a ruptura desse processo, muitas vezes reproduzido por várias gerações.
A servidora muncipal Paula de Carvalho Souza, assistente social no CREAS Santa Felicidade, destaca que “as vítimas de violência doméstica chegam ao CREAS por diferentes meios: procura espontânea, denúncia via Rede de Proteção ou encaminhamento por ofício do Juizado de Violência Doméstica e Familiar”.
Para Carvalho, “os desafios são inúmeros, sendo o maior deles quando a denúncia chega pela Rede de Proteção. Nesse caso, o CREAS busca sensibilizar a vítima quanto ao ciclo da violência, incentivando a denúncia e a ruptura desse processo, muitas vezes reproduzido por várias gerações".

Entre os obstáculos mais encontrados nesses casos está a dependência econômica.
A dependência econômica e afetiva em relação ao agressor figura entre os principais fatores que dificultam a ruptura do ciclo da violência. O papel do Estado é articular uma rede intersetorial, integrando serviços de segurança, justiça, saúde, assistência social e direitos humanos, a fim de desenvolver políticas públicas voltadas às mulheres vítimas de violência. Essa articulação também envolve a participação ativa de organizações sociais e o controle social exercido pela sociedade civil, buscando garantir a autonomia e a igualdade das mulheres.
A dependência econômica e afetiva em relação ao agressor figuram entre os principais obstáculos para a quebra desse ciclo. O papel do Estado é articular uma rede intersetorial, integrando serviços de segurança, justiça, saúde, assistência social e direitos humanos, a fim de desenvolver políticas públicas voltadas às mulheres vítimas de violência. Essa articulação também envolve a participação ativa de organizações sociais e o controle social exercido pela sociedade civil, visando garantir a autonomia e a igualdade das mulheres”.





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