Indígenas Kaingang e Tupi-Guarani buscam sustento com artesanato em Santana do Livramento
Autora: Ketlheen Cabral

A indígena Marek, da tribo Kaingang, relatou que a produção artesanal é a principal fonte de renda da comunidade.
“Costumamos aparecer uma semana ou até quinze dias antes das datas religiosas para vender vassouras, pulseiras, cestos e outros itens. É disso que vivemos”, afirmou.
Os produtos são expostos em locais de grande circulação, acompanhados de placas que pedem a colaboração dos compradores.

O senhor Simão, morador da cidade, dividiu sua pousada com grupos indígenas em diferentes ocasiões. Ele destacou que não apenas os Kaingang, mas também os Tupi-Guarani se espalham pela região.
“Uns eram mais tímidos, outros interagiam mais. Os chefes da tribo não trabalhavam. Eles só tomavam banho frio e bebiam refrigerante, nada de água”, relatou.
Segundo Simão, em um dos quartos chegaram a dormir quinze pessoas, entre homens, mulheres e crianças.
O morador acrescentou que, apesar da convivência pacífica, alguns objetos da casa eram levados pelos visitantes ao final da estadia.
“Deixava eles bem à vontade, mas, na hora de ir embora, levavam talheres, lençóis e outros pertences”, disse.
A presença indígena em Santana do Livramento evidencia a busca por alternativas de sobrevivência diante das dificuldades enfrentadas por comunidades tradicionais. A venda de artesanato, além de garantir renda, aproxima os povos originários da população urbana, revelando aspectos de sua cultura e modos de vida.




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