Cinema brasileiro e o que diferencia do resto do mundo
- Kauã de Freitas

- 23 de mar.
- 2 min de leitura

O cinema brasileiro foi tema do primeiro programa Midiatize de 2026. A edição teve como convidados o diretor, dramaturgo e roteirista curitibano Edson Bueno e o jornalista e crítico de cinema Luiz Gustavo Vilela. A edição foi mediada pela professora Letícia Porfírio no dia 13 de março.
Com a chegada da maior premiação de reconhecimento de trabalhos cinematográficos (Oscar), o bate-papo começou com uma reflexão sobre as características que o cinema brasileiro teve nos seus indicados ao prêmio, como o filme “O Agente Secreto”, que possui, de acordo com Edson, uma linguagem que só os brasileiros entenderiam e saberiam diferenciar de produções internacionais.
“O agente secreto, além de ser muito bom, ele tem um deboche no fundo, ele tem um espírito satírico, quase que como uma comédia. Ele é maldito, ele é um filme sério, ele fala de coisas profundas, mas ele tem um humor por trás, que só o brasileiro entende aquela crítica” disse Edson.

Durante a conversa, Letícia traz à discussão o aumento do uso nos streamings, e como isso impactou o ato de sair de casa para ir ao cinema mais reflexivo.
“O cinema conceitual ou o cinema mais comprometido com ideia de reflexão, ele precisa de um incentivo do governo, ele precisa não só para fazer, mas para exibir. Caiu muito o público que vai ao cinema, não porque não vão ao cinema por não gostarem, mas porque migraram para o Streaming”, refletiu.
Edson ainda complementou que a velocidade das cenas conquista ainda mais o público nos dias de hoje. “Nós temos uma velocidade muito rápida de raciocínio. O cinema dá um corte na edição, é mais frenética, mas não de uma forma ruim, para te deixar mais ansioso, mas porque você entende mais rápido”.
Ao longo da edição também foi abordada a liberdade que os streamings promovem em comparação a telonas, permitindo que as pessoas se relacionassem com outras mídias ao mesmo tempo.
Confira a edição completa abaixo.




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