Arte e poder feminino em forma de grafite



A arte do grafite teve início na década de 1970 em Nova York, quando alguns jovens começaram a deixar sua marca nas paredes da cidade. Desde então esta arte que já enfrentou muito preconceito, pois por muitos é confundido com pichação e vandalismo, evoluiu e é reconhecida mundialmente como uma forma de arte legítima e muito apreciada.


A cidade de Itapevi (SP), em 2019, inspirada na East Side Gallery do Muro de Berlim, reuniu vários artistas, incluindo moradores da cidade, tendo ainda convidados reconhecidos internacionalmente para criar a West Side Gallery. Foram grafitados cerca de 3.784 metros quadrados de muro na principal avenida da cidade.


Foi realizado ainda uma segunda etapa no ano passado, a West Side Gallery II, onde uniu-se a arte do grafite ao empoderamento feminino. Foram convidadas 17 artistas para grafitar 1.200 metros quadrados de muro com o lema Girl Power (Poder Feminino), que representaram a luta de milhares de mulheres. Ao olharem a arte feita nos muros, essas mulheres se identificam e se sentem representadas. A cidade tem agora uma das maiores galerias de grafite do país.


O grafite feito nos muros da cidade não só contribuem culturalmente para uma vista mais bonita, mas trazem um significado de valorização das mulheres que lutaram para ter uma posição na sociedade. Ainda hoje essas mulheres passam por discriminação, tendo que enfrentar uma sociedade que, apesar de camuflada, é machista e pouco as valoriza.


Edição: Paulo Pessôa Neto

Imagem: Pixabay.


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