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“Quando Eu Me Encontrar” trata dos dramas do abandono

Atualizado: 24 de jul. de 2023

Autor: Regiane Coqui - especial para Mediação/CNU

O festival Olhar de Cinema levou 87 produções nacionais e internacionais para as telas de cinema em Curitiba entre os dias 14 e 22 de junho. Um dos filmes selecionados foi Quando eu me encontrar (2023) – vencedor na categoria melhor roteiro de longa. Dirigida e roteirizada por Amanda Pontes e Michelline Helena (primeiro longa da dupla), a obra demostra de maneira sensível a busca dos três personagens pela normalidade de seguir a vida diante da ausência intencional de um ente querido, o abandono.


As exibições ocorreram nos dias 16 e 17/06 no Cineplex Batel do Shopping Novo Batel. Com duração de 78 minutos, Quando eu me encontrar é um filme de narrativa direta, de fácil assimilação popular e de excelente elenco na linha de frente: Luciana Souza, David Santos, Pipa e Di Ferreira, esta por sua vez teve um papel de destaque. É um filme que toca o telespectador de diferentes formas.


Narra a história de Dayane, uma jovem que de repente vai embora, abandonando o trio de protagonistas. Sua mãe, diante da incompreensão da partida, parece tomada por sentimentos de conformismos e aceitação. A irmã, sem companhia para dividir o começo da vida adulta, tenta de várias maneiras não sofrer colapsos diante de tantas cobranças de todos os lados, principalmente da mãe.

Já o namorado parece viver um luto eterno, pois esperava reconhecimento por parte da namorada e a oportunidade de oferecer a ela a vida que toda mulher deseja. Esses dramas são embalados pelas canções de Cartola e Chico Buarque.


Outro ponto de destaque, além das atuações, são as situações que remetem exatamente ao cotidiano de algumas famílias brasileiras – incluindo momentos pontuais de humor. Apesar das constantes sensações pelo “desaparecimento” da personagem Dayane, o filme tenta não ser melodramático e consegue extrair um humor comedido.


Na Conferência de Imprensa, a produtora Amanda Pontes menciona que “na cabeça da gente nunca passou a ideia que estamos fazendo um filme do Nordeste, estamos fazendo um filme sobre mulheres que a gente conhece, vizinhas, amigas, pessoas do cotidiano. Um filme para que todos entendam”.


O Olhar de Cinema contou com o patrocínio da Uninter e cobertura da Central de Notícias Uninter (CNU).

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