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Por trás da produtividade, a exaustão de uma geração

há 2 dias
1 min de leitura
Reprodução: Revista Entreverbos
Reprodução: Revista Entreverbos

Com o crescimento das redes sociais, também aumentou a disseminação de conteúdos que romantizam a produtividade extrema e promovem a chamada cultura do hustle. O termo refere-se a um estilo de vida que valoriza o trabalho intenso, a busca constante por resultados e a maximização do desempenho profissional.


Aliada à influência das mídias digitais, essa mentalidade tem impactado especialmente os jovens que ingressam no mercado de trabalho. A crença de que o sucesso exige trabalho ininterrupto e a renúncia ao descanso e ao lazer pode comprometer de forma significativa a qualidade de vida. Como consequência, muitos profissionais enfrentam altos níveis de estresse, ansiedade e até mesmo a síndrome de burnout.


Esse comportamento é frequentemente observado entre os millennials e em ambientes corporativos altamente competitivos, nos quais a produtividade costuma ser associada ao valor profissional do indivíduo. Nesse contexto, torna-se importante refletir sobre os limites entre dedicação ao trabalho e bem-estar pessoal.


A reportagem “Depois do expediente, freelas ajudam profissionais a fechar as contas”, produzida pelo estudante de Jornalismo da Uninter, Juan Carlos, apresenta exemplos de trabalhadores que conciliam empregos formais com atividades freelancer para complementar a renda. A matéria evidencia como a busca por estabilidade financeira pode incentivar jornadas prolongadas de trabalho e reforçar práticas associadas à cultura do hustle, revelando os impactos dessa realidade na rotina e na qualidade de vida dos profissionais.


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