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Jornalismo da Uninter é campeão em duas categorias do prêmio Sangue Novo


A Uninter conquistou o primeiro lugar em duas categorias na 24ª edição do Prêmio Sangue Novo 2026, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor). O Uninter Informa foi escolhido como o melhor radiojornal laboratório, e Marco Zero conquistou o troféu de melhor jornal laboratório impresso. 


A cerimônia de premiação aconteceu no dia 7 de agosto, na sede da APP-Sindicato, em Curitiba, reunindo estudantes de jornalismo e profissionais de todo o Paraná. Após um hiato de sete anos, a edição representa a retomada do prêmio quie reconhece os trabalhos universitários de relevância social.


Na mesma data, foram entregues também os troféus da 11ª edição do Prêmio Sangue Bom, que reconhece produções de jornalistas profissionais. Em 2026, foram inscritos 189 trabalhos nas duas modalidades, dos quais 147 trabalhos concorreram nas 12 categorias do prêmio Sangue Novo.


O coordenador do curso de Jornalismo da Uninter, Guilherme Carvalho, valoriza a iniciativa do sindicato e reforça que ações como essa são fundamentais para valorizar a formação acadêmica e reconhecer a qualidade dos trabalhos produzidos nas universidades.

 

“Para nós é fundamental que o estudante seja reconhecido por isso, que os professores também sejam reconhecidos pela sua qualidade, pela sua produção, por aquilo que se faz dentro das instituições de ensino superior. Aqui a gente tem um espaço privilegiado para o debate, para a produção inovadora do jornalismo, e que depois pode trazer resultados para o mercado de trabalho e para a sociedade de modo geral”, pontuou Carvalho.


Os projetos vencedores apresentam uma característica que os diferencia dos demais inscritos: a produção colaborativa realizada a distância. 


Marco Zero amplia vozes locais pelo Brasil e exterior


Criado em 2009, o jornal impresso Marco Zero surgiu com ênfase no Jornalismo local no centro de Curitiba (PR). Mas, com o desenvolvimento do curso de Jornalismo EAD da Uninter, o jornal ganhou espaço entre os mais de 700 polos da instituição, espalhados pelo Brasil e pelo exterior.


A expansão refletiu diretamente na cobertura jornalística. Com mais de 70 edições publicadas e abrangendo diversas editorias, o jornal impresso reúne reportagens produzidas por estudantes de Jornalismo de diferentes regiões do Brasil e do exterior.


Vencedor da categoria Jornal Laboratório Impresso, o projeto apresentou, em sua última edição, 13 reportagens distribuídas em oito editorias.

A reportagem de capa, assinada por Matheus Cavalheiro, trata do envelhecimento populacional e da consequente necessidade do cuidado com as pessoas idosas. A projeção do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) é de que, em 2050, a maior parcela da população do Paraná será composta por mulheres com mais de 80 anos. Como historicamente o papel de cuidado de pessoas idosas é atribuído às mulheres, a dinâmica revela desafios no processo de cuidado que é tratado na reportagem.


Na editoria Cultura, Dandara Gomes destacou a valorização da cultura negra e periférica em Curitiba por meio da criação de blocos carnavalescos, retratando também as dificuldades enfrentadas por essas iniciativas para se consolidarem na cidade.


A edição conta também com entrevista realizada por Kauã de Freitas com o artista plástico Simon Taylor, responsável pela criação de um álbum de figurinhas com pontos icônicos de Curitiba em comemoração aos 331 anos da cidade. A iniciativa buscou aproximar a população das tradicionais bancas de jornal.


Completam ainda a edição artigos de opinião e matérias que abordam realidades de diversas regiões do país.


Encerrando a edição, a seção Ensaio Fotográfico destacou a 42ª Oficina de Música de Curitiba, que reuniu 230 atrações pagas e gratuitas ao longo de dez dias de programação. A proposta da seção é apresentar o olhar dos estudantes por meio da fotografia.


Segundo a professora e orientadora do projeto, Larissa Drabeski, a prática do jornalismo impresso permanece necessária, mesmo diante das transformações tecnológicas e sociais.


“Mesmo com as transformações na sociedade atual, cada vez mais digital e conectada, exercitar o jornalismo impresso é indispensável. Primeiro, porque os veículos impressos continuam relevantes em muitos contextos. Além disso, as bases de muitas estruturas jornalísticas que praticamos ainda hoje vêm desse formato”, pontuou Drabeski.


A edição vencedora teve tiragem de mil exemplares e incorporou recursos interativos, além de disponibilizar todas as edições também em formato digital.




Uninter Informa: produção sonora para o streaming


A segunda conquista foi do radiojornal Uninter Informa, veiculado na plataforma Spotify. Produzido mensalmente desde 2017, o programa acumula mais de 122 episódios.


A produção das edições começa com a seleção de reportagens enviadas pelos estudantes por meio das atividades práticas curriculares do curso. O processo de escolha considera critérios como qualidade técnica, ética jornalística, relevância social e adequação às editorias do programa.


Após a seleção das reportagens, a equipe realiza pesquisas voltadas ao quadro Notas de Serviço, reunindo informações sobre concursos públicos, mutirões de emprego e iniciativas públicas e privadas. O levantamento conta com o apoio de canais especializados, sites de prefeituras e informações divulgadas por veículos de televisão, permitindo uma cobertura de alcance nacional.


As pesquisas também abastecem o quadro Agenda Cultural, que divulga eventos realizados em diferentes regiões do país. Cada edição também conta com o quadro Comenta Aí, espaço dedicado à discussão de temas em evidência e à apresentação das opiniões dos estudantes.


A participação dos alunos está presente em todas as etapas do programa, fortalecendo a relação entre teoria e prática e estimulando competências como apuração, senso crítico e capacidade de análise.


Somente em 2026, o radiojornal apresentou , até este momento, 20 reportagens sobre temas como cuidado com idosos, casos de dengue no país, ausência de serviços essenciais em diferentes regiões brasileiras, saúde mental, segurança digital, iniciativas regionais e marcos culturais, entre outros assuntos.


No mesmo período, o programa registrou 611 reproduções desde janeiro. O número representa um crescimento de 267% em comparação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados da plataforma Spotify Creators, utilizada para hospedagem e distribuição de podcasts em áudio e vídeo.


Abaixo você verá um infográfico interativo apresentando dados levantados do dos projetos premiados em 2026.



Essas e outras produções dos estudantes de Jornalismo da Uninter são veiculadas pela Agência Experimental Mediação, que possui um leque com diversos produtos jornalísticos e permitindo a veiculação de conteúdos de dados, artigos de opinião, podcasts, videodocumentários, radiojornal, jornal impresso e conteúdos de cultura.


Veja mais na reportagem de Vitória Abranoski.



Texto: Kauã de Freitas

Edição: Larissa Drabeski

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