Economia solidária fortalece renda e inclusão social no Brasil
- Vitória Abranoski
- há 5 horas
- 2 min de leitura

O mundo do trabalho passa por intensas transformações e, diante desse cenário, muitos trabalhadores têm encontraram na economia popular e solidária uma alternativa para enfrentar o desemprego, a precariedade e a informalidade.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, esse modelo ganhou força no Brasil entre as décadas de 1980 e 1990, período marcado por crise econômica e desemprego em massa. Nesse contexto, diversas pessoas passaram a se organizar coletivamente em cooperativas e associações, buscando novas formas de sustento.
Com o passar dos anos, a economia solidária ganhou espaço e reconhecimento. O governo federal incorporou esse sistema como política pública, criando a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), sob a liderança do economista Paul Singer, referência internacional no tema.
Em abril de 2023, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução sobre a economia social e solidaria para o desenvolvimento sustentável, medida saudada pela Organização Internacional do Trabalho (OTI). O documento destaca que esse modelo de trabalho pode contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovendo trabalho decente, redução da pobreza e inclusão social.
De acordo com o Observatório Nacional da Economia Popular e Solidária, esse modo de trabalho se organiza em quatro grupos principais: empreendedores solidários, entidades de apoio e fomento, organizações de representação e governos.
A participação feminina é predominante: cerca de 60% dos trabalhadores são mulheres, enquanto 40% são homens. Em relação à escolaridade, aproximadamente 50% não concluíram o ensino fundamental, e 40% finalizaram o ensino médio.
Esses dados abrangem tanto áreas rurais quanto urbanas. Um exemplo prático está na reportagem “Feiras livres impulsionam pequenos negócios e geram renda em Contagem”, publicada na revista Entreverbos pela estudante de Jornalismo Gabrielly Carvalho, que contextualiza a realidade de trabalhadores envolvidos nesse modelo.





Comentários