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Como fazer uma distribuição justa de filmes para o público

Autor: Natália Schultz Jucoski - especial para Mediação/CNU

Com 211 milhões de habitantes, o Brasil possui cerca de 3.400 salas de cinema, resultando em 62 mil espectadores por salas que comportam uma média de 250 pessoas. Muitas das salas estão concentradas no eixo São Paulo–Rio de Janeiro, e quase 40% da população vive em uma cidade sem cinema. Como distribuir de forma mais democrática as produções cinematográficas, sobretudo as nacionais? Os novos desafios da distribuição do cinema brasileiro foi um dos seminários ofertados pelo Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, com mediação de Jussara Locatelli, produtora audiovisual, e com as palestrantes Rayane Layssa, curadora e distribuidora de produção, e Paula Gomes, distribuidora e produtora audiovisual.


O cinema nacional tem um grande potencial, mas a distribuição dos filmes ainda é uma questão que apresenta impasses: se não há publicidade e divulgação, de que forma as pessoas irão saber que determinado filme existe? É preciso regulamentar essa distribuição, já que a maior parte da monetização de um filme vem das salas de cinema, porém o cinema também cumpre um papel social que muitas vezes é esquecido. Trata-se, afinal, de uma indústria que gera empregos e retorno para a sociedade, sobretudo financeiro.


Para além dos shoppings, os cinemas públicos atuam como uma janela de exibição. É possível levar os filmes para espaços que não sejam necessariamente as salas de cinema. A distribuição de impacto faz com que os filmes cheguem na comunidade e em lugares não usuais. “O lançamento de impacto realmente é um lugar para a gente conseguir pensar em como esse filme chega de outra maneira”, explica Rayane.


Mas atualmente o mercado não tem pensado para quem está produzindo, precisando entender com quem está falando e em como falar. É importante ter políticas de incentivo para fazer o mapeamento das produções feitas no Brasil. Existem filmes com uma vocação social, outros com vocação comercial, outros que são voltados para o grande público etc., e o setor tem que ter uma política pública que atenda a todos os gêneros. “A gente tem que ter uma política inteligente. O filme tem que provar que ele tem um mercado, mas a gente tem que fazer com que exista esse mercado para esse filme”, diz Paula.


Jussara ainda menciona que o Paraná é o segundo estado do país que mais produz publicidade e o quinto em número de produtoras. Para ela, o que está em falta são as parcerias para que o audiovisual do estado se destaque. “As parcerias têm que acontecer sempre, seja na produção, pro desenvolvimento, exibição, distribuição, seja para brigar lá no poder público”, afirma a mediadora.

“A gente tem que entender melhor o nosso mercado, melhorar onde se pode ser melhorado, atingir gratuitamente quem precisa ter esse acesso, mas também ter receita onde a gente pode ter receita”, conclui Paula.


A Uninter é uma das patrocinadoras do Olhar de Cinema, e a Central de Notícias Uninter (CNU) realizou a cobertura do evento. Confira todas as matérias neste link.

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