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Silenciadas pela Misoginia: até quando?


A misoginia nos silencia como mulheres, e isso precisa mudar. Frases como "Mulher tem que calar a boca" ou "Lugar de mulher é no tanque ou no fogão" me estarrecem e me impulsionam a somar a minha voz ao coro de pessoas que lutam diariamente contra o machismo. Expressões como essas, que ainda ressoam pelos quatro cantos do país, são exemplos de como a influência do atriarcado ainda afeta nossa sociedade, gerando ódio descomunal contra as mulheres, promovendo a exclusão social, agressões físicas e até o triste desfecho do feminicídio.


Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve um recorde de feminicídios no primeiro semestre de 2022, com 699 casos registrados, representando uma média de quatro mulheres mortas por dia. Somente em 2021, 154 mulheres foram assassinadas em Minas Gerais.


Em uma sociedade construída sob o patriarcado por séculos, na qual as mulheres ainda permanecem culturalmente subordinadas aos homens e à consequente violência, será possível um dia acabarmos com o feminicídio?


A desigualdade de gênero é um problema enraizado na sociedade brasileira. Medidas efetivas precisam ser tomadas, especialmente no campo do Direito. A Lei Maria da Penha é um exemplo de legislação criada para proteger mulheres em situação de violência doméstica, determinando o registro imediato de medidas protetivas de urgência.


No entanto, criar leis não é suficiente para mudar a sociedade. Combater a misoginia é uma luta constante e o primeiro passo é eliminar o estereótipo de que as mulheres não têm capacidade para ocupar cargos de liderança. Para uma legislação mais efetiva, é fundamental haver maior representatividade feminina em todos os níveis da esfera pública, desconstruindo práticas opressoras, impulsionando mobilizações e fortalecendo os direitos das mulheres.


É preciso criar um ambiente seguro para nós, mulheres, no qual possamos expressar nossas opiniões e exercer nossos direitos sem medo de represálias. Somente assim poderemos alcançar uma sociedade mais justa e igualitária, pois quando as mulheres são excluídas e oprimidas, toda a sociedade perde.

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