Por que comer bem é ainda um privilégio?
- Vitória Abranoski
- 28 de abr.
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Segundo entrevista com Rafael Zavala, representante da FAO no Brasil, para a revista Correio Braziliense, o consumo de comida saudável custa, em média, cinco vezes mais do que opções menos nutritivas. Essa diferença de preço impede cerca de 40% da população mundial de manter uma alimentação adequada.
Ao analisar os valores de alimentos in natura e minimamente processados, percebe-se que a alimentação saudável está inserida em um cenário de dificuldades. Os grupos mais vulneráveis acabam sem acesso a uma dieta nutritiva, reforçando desigualdades sociais.
Os problemas relacionados à nutrição de qualidade vão além do custo monetário. Entre os principais obstáculos estão: ausência de políticas públicas voltadas para educação nutricional, forte presença de alimentos ultraprocessados nos comércios, falta de conscientização e incentivo por parte de órgãos públicos e da comunidade e a desigualdade social e falta de tempo, que levam muitos a optar por alternativas mais baratas e menos saudáveis.
Embora o desafio esteja longe de ser resolvido, existem oportunidades de avanço. Empresas e instituições públicas podem desempenhar papel essencial na promoção da saúde alimentar, incentivando práticas mais conscientes e acessíveis. Dessa forma, é possível contribuir para maior qualidade de vida e longevidade da população.
Confira a reportagem completa dessa quarta-feira na Revista Entreverbos.




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