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Cresce violência contra mulheres


Foto: Rogério Lemos Guimarães


“Se não for minha, não será de mais ninguém”, disse o marido antes de matar a esposa, disse o namorado antes de matar a namorada, o ex-marido antes de espancar a ex-esposa até a morte.


Segundo os dados da 8ª edição da Pesquisa Nacional Sobre a Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Instituto de Pesquisa DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência), entre 2011 e 2019, o percentual de mulheres agredidas por ex-companheiros, no Brasil, subiu de 13% para 37%, um aumento de 284%.


De acordo com o Atlas da Violência 2019 (Ipea), Goiás é o segundo estado brasileiro onde mais se pratica a violência contra a mulher.


Os números da violência contra a mulher no Brasil são assustadores, porém quais são as raízes dessa violência? Vamos retornar ao Brasil colônia, século XVI, no qual se estruturou o modelo familiar patriarcal em nosso país. O patriarca possuía poder irrestrito sobre qualquer indivíduo de seu convívio, como sua esposa, filhos, escravos, empregados ou súditos. Nascia aí o sentimento de posse do homem (patriarca) em relação à mulher e desse sentimento, a justificativa para a violência cometida por pais e maridos.


O modelo patriarcal perdeu força ao longo do tempo, porém, mantém traços embutidos no subconsciente do homem brasileiro. Dessa herança nasceu a frase: “Se não for minha, não será de mais ninguém”. Entre as ações de combate à violência contra a mulher, é imprescindível arrancar as suas raízes, que estão plantadas no patriarcalismo.


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