A Tecnologia contra a devastação da Mata Atlântica

22/01/2020

 

O cenário é conhecido por todos: caravelas portuguesas desembarcam no litoral e tem contato com uma mata densa, diversificada, rica em espécies vegetais e animais. Conforme as cidades foram crescendo, a partir do litoral, a mata foi sofrendo as consequências da urbanização.

 

A Mata Atlântica é um conjunto de formações florestais que se estende desde o Rio Grande do Sul até o Piauí numa faixa de 1 milhão e 300 mil km², (INPE e SOS Mata Atlântica), onde vive 62% da população brasileira (infoescola). No mapeamento feito pelo INPE e a fundação SOS Mata Atlântica, entre 2011 a 2012 restam apenas 8,5% do Bioma original.

 

Algumas iniciativas procuram soluções para a restauração da Mata Atlântica, como é o caso do projeto de um grupo de pesquisadores, apoiado por institutos internacionais e liderado pelo pesquisador Bernardo Strassburg da PUC-RJ. O pesquisador criou um algoritmo capaz de ajudar os proprietários rurais a identificar as áreas de recuperação da Mata Atlântica.

 

O código florestal brasileiro obriga que cada propriedade rural localizada na área de mata possua pelo menos 20% de sua área coberta de mata nativa. Isso não ocorrendo os proprietários estarão sujeitos à lei e a restaurar a mata.

 

Mas deixar para que o proprietário rural escolha a área a ser recuperada não tem sido a melhor solução. Diante disso, o grupo criou um algoritmo capaz de indicar novas áreas a serem recuperadas, em substituição às áreas de suas propriedades, realizando a restauração em novas áreas prioritárias.

 

A princípio essa iniciativa parece pequena mas se todos os proprietários rurais das áreas degradadas restaurarem áreas pré-programadas a destruição da Mata Atlântica pode diminuir e até mesmo reverter. A tecnologia sendo utilizada a favor da natureza.

 

Foto: Victor Corradini

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