Falta de atuação do Estado fortalece as milícias no Brasil

 

No dia 12 de março de 2019 foram presos o PM reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o
ex-PM Élcio Vieira de Queiróz, 46 anos, suspeitos de assassinarem a vereadora do Rio de
Janeiro Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Segundo uma testemunha que seria
ex-integrante de uma milícia do Rio de Janeiro (RJ), Ronnie e Élcio também faziam parte da mesma milícia. Geralmente este tipo de organização é constituída de policiais, bombeiros, agentes
penitenciários, da reserva ou da ativa.


As milícias emergiram nas comunidades urbanas e nas periferias para ocupar um espaço
na ausência do Estado, que não fornece à população segurança necessária e que segundo o
Ministério Público do RJ, funcionam como organizações criminosas. Vivem de extorquir a
população sob a alegação de oferecerem proteção contra o narcotráfico, além da exploração
clandestina de gás, TV a cabo e ágio sobre venda de imóveis da região.


Segundo o Núcleo de Pesquisas das Violências da UERJ, até o fim de novembro de 2010,
as milícias dominavam 41,5% das 1.006 favelas do RJ. Aparentemente, o poder público,
infelizmente, parece se beneficiar com os serviços das milícias, afinal, nos últimos anos, a Polícia
Federal e o Ministério Público começaram a expor diversos parlamentares que mantém
“sociedade” com milicianos. É lamentável saber, mas as milícias são financiadas pela política
brasileira. Onde vamos parar?

 

Foto: Pixabay

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