A Amazônia pede ajuda, como evitar o seu fim?


Foto: Gabriel Bukalowski

O desmatamento no Brasil ainda é um problema. Perdemos todos os anos mais de 5 mil quilômetros quadrados de florestas só na Amazônia. Já parou para calcular o tamanho do estrago? Uma área que tem 13 vezes o tamanho de Belo Horizonte. A falta de ambição dos governantes para acabar de vez com o desmatamento faz com que a destruição se intensifique ainda mais e as consequências para a vida humana são desoladoras.

Os ataques às terras indígenas resultaram em ameaças e mortes de comunidades quase extintas pela ganância do homem, que infelizmente não tem prazo para acabar. Passei 12 dias no norte do Brasil, em três estados: Rondônia, Acre e Amazonas. Nesses dias de expedição à Amazônia, pude ver de perto o desespero e a realidade dos nativos que combatem o crime de exploração de terras.

Através do projeto Kanindé, programa socioambiental de terras indígenas que fica no Norte do Brasil, conheci tribos que estão em estado de emergência. Dentro das terras de Uru Eu Wau Wau, em Rondônia, com 1,9 milhão de hectares, onde vivem mais de 200 mil índios, próximo à fronteira com a Bolívia, os invasores, todos munidos a facões, armas de fogo, serras elétricas assolam essas áreas.

O que pode ser visto na entrada da reserva é uma placa da FUNAI cravejada de furos de bala como boas-vindas. Infelizmente a prioridade do governo não é cuidar do meio ambiente e nem preservar aquilo que ainda resta de vida intacta - fauna e a flora - pois avareza do homem contribui para destruir. A Amazônia clama por socorro!

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