A guerra fria no país das bananas amarelas


Mobilização extrema faz com que o clima fique de tensão. Crédito: Jucelene Lopes

Tinha 6 anos de idade quando reparei pela primeira vez em Pedro Bial. Ele anunciava a unificação da Alemanha. O ano era 1990, havia uma multidão no fundo do repórter que parecia mais comemorar uma copa do mundo com aquele clima entusiástico.

Cresci, aprendi sobre a polarização alemã e hoje me deparo com uma situação inusitada, na qual não nunca imaginei passar e que me desperta certa agonia: a polarização brasileira.

Claro que o contexto histórico-cultural etc. etc. são diferentes. Mas a divisão é nítida e quando o assunto é política, as pessoas parecem se odiar. Afinal de contas, aonde chegaremos com este climão de Guerra Fria? Quem realmente está ganhando com isso?

Quanto mais nos odiamos, mais a democracia perde. Já o autoritarismo, este sim fica faceiro, esperando uma lacuna aqui e outra acolá para penetrar e se cristalizar. E quando nos damos conta, diretos humanos são difamados e a educação se torna algo superficial, algo que pelo qual não se deve ser lutado.

Nada é tão simples para ser entendido como sim ou não, certo ou errado. Sei que o clima está pesado, mas se não ambos os lados não baixarem a guarda e focar no que realmente importa, o país estará condenado ao retrocesso.

Não há solução simples. Se a população quiser um futuro menos piorado terá que derrubar o muro e começar o diálogo.

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