Jornalista Márcio Barros fala sobre o Jornalismo

O jornalista Márcio Barros, repórter da Rede Massa e apresentador na Rádio Cultura, esteve na Uninter, no campus Tiradentes, fazendo uma palestra motivacional. A atividade fez parte da Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (SIPAT), realizada entre os dias 27 e 31 de maio. Durante a palestra, o jornalista falou sobre a importância da escolha de caminho na vida.

Após o evento, o jornalista recebeu com atenção o Mediação e respondeu perguntas referentes à profissão.

Jornalista concedeu uma entrevista sobre a carreira. Créditos: Jucelene Lopes/Uninter Notícias

Agência Mediação: O que te fez escolher o jornalismo?

Márcio Barros: Eu sempre gostava muito de ler e falar e, antes de ser jornalista, antes de imaginar em ser jornalista, eu tinha feito um jornalzinho na igreja, mesmo sem ter nenhum conhecimento de técnicas, regras e a necessidade de um editorial. Mas como falava bastante, eu fiz História antes de Jornalismo. Mas aí eu vi que pra ser professor tem que ter outra pegada, é uma outra história e resolvi fazer jornalismo e ali me encontrei realmente.

AM.: Qual momento durante a carreira você sentiu o maior risco?

MB.: Foram várias situações em 20 anos de profissão. Entre eles, o carro da TV foi atingido por balas de arma de fogo ao entrarmos em uma rua que era controlada pelo tráfico de drogas. Nós não sabíamos que aquele ponto tinha esse controle, talvez eles tenham confundido o carro com o da polícia, meu cinegrafista quase foi atingido. Outras vezes fui ameaçado de morte por policias e bandidos, ou então em casos emblemáticos, como o da Tayná, a menina morta em Colombo. Sempre que tocava na história, nós mexíamos com gente poderosa. Em outra ocasião, foi comum presenciarmos a quebra de equipamentos, chegar em local de morte, a família de traficante não quer falar e ameaçar, entre outros. Que infelizmente não deveria acontecer, mas que faz parte do contexto.

AM.: Há um embate entre o que é ética com o sensacionalismo no jornalismo policial. Como equilibrar essa situação na profissão?

MB.: Veja bem, pra mim, a gente precisa contar os fatos. Hoje nós vivemos um momento de barbárie. O caso do jogador Daniel, por exemplo, ele foi assassinado durante uma festa, por um grupo de pessoas, teve o seu pênis decepado, corpo ocultado e os autores foram comer um lanche no shopping. Não preciso falar mais nada. Se eu contar o fato apenas como ele aconteceu com detalhes, ele já vai se tornar sensacionalista. Eu acho que o sensacionalismo está mais em quem recebe a informação do que quem produz.

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