Fake news prometem eleições tumultuadas este ano

11/06/2018

Os cidadãos vão precisar identificar as falsas notícias a fim de que seu voto não seja influenciado por desinformações 

  (Crédito: divulgação)

 

 

Em conjunturas mais tensas, verifica-se uma tendência à difusão de informações falsas. Um áudio veiculado pelo WhatsApp e compartilhado por milhões de brasileiros, durante a greve dos caminhoneiros, em que supostamente o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, anunciava uma intervenção militar. O conteúdo foi denunciado e comprovado, por meio de comparações, como enganoso. Conteúdos como esse têm sido frequentemente distribuídos em redes sociais sem uma devida checagem. Confira aqui como foi feita a investigação desse conteúdo. 

 

Uma das grandes preocupações neste ano, sobretudo devido às eleições que ocorrem em outubro, é quanto às chamadas fake news. A justiça eleitoral pretende combater esse tipo de conteúdo utilizando a tecnologia a favor. Não é tão fácil detectar os praticantes de fake news, seja pelo anonimato, pelos falsos sites de notícias ou também pela escassez de editores nesse caso.

 

As pessoas precisam detectar falsas notícias para que isso não influencie em seu voto. O controle tem que ficar também a cargo do cidadão comum, conforme explica o jornalista Wiliam Bittar. Esse ano é importantíssimo que as pessoas saibam de onde estão vindo as informações. Bittar falou que “as notícias falsas podem influenciar e muito as eleições de 2018. As pessoas não costumam procurar as fontes de informação, o que elas veem nas redes sociais elas acham que é verdade”.

Assemelha-se ao conteúdo jornalístico, porém, não há veracidade.

 

Um projeto de lei (Projeto de Lei do Senado 473/2017) de autoria do senador Ciro Nogueira (PP/PI) prevê penalidade de seis meses até três anos e multa para quem fabrica e/ou veicula as fake news. As punições ocorrerão quando se tratarem de temas de interesse público como saúde, economia nacional, segurança pública e processo eleitoral.

 

"Tem muita gente que só lê o título e já compartilha ou divulga", diz Bittar. Uma dica importante é observar o site de onde a informação está vindo, pois tem muitos sites e blogs fake, principalmente com servidores de outros países. “A forma como é escrito o texto também dá para identificar. Normalmente as notícias falsas vêm com muito erro de português, erro de concordância, nomes das pessoas envolvidas escritos de maneira errada etc.”, finaliza.

 

Segundo Alexsandro Ribeiro, jornalista e professor, fake news podem ser entendidas também como “boatos que percorrem a população, quase sempre por meio de elementos massivos de comunicação. Uma inverdade que se apropria de componentes que o jornalismo tem, como a forma de manifestação e links”. Ribeiro ainda conclui que os produtores das notícias falsas criam todo um cenário de veracidade exatamente igual ao que o jornalismo atua.

 

 

 

 

Mas o que é Fake News?

 

Notícias falsas ou fake news corresponde a um termo novo para definir distribuições de conteúdos não verídicos. São notícias fabricadas, veiculadas na mídia com o intuito de enganar, obtendo algum tipo de ganho, seja ele financeiro ou político. Geralmente segue o propósito de confundir as pessoas. Apesar de ser veiculada mais no meio online, as notícias falsas já ocorrem há algum tempo nos meios tradicionais.

 

Elas também são manchetes sensacionalistas ou exageradas, muitas vezes evidenciando que são falsas, apesar de se assemelharem com conteúdos jornalísticos. Hoje é muito fácil o acesso à internet, o que ajuda a propagá-las. A popularidade nas redes sociais, como o Facebook também contribui.

 

Pode-se confundir fake news com boatos. A grande diferença é que os boatos não são planejados e não têm uma estrutura jornalística para parecer verdade. Já as notícias falsas, têm uma disposição muito maior em sua construção para parecer verdadeira, e desse modo, enganar o cidadão. 

 

Pós-verdade

 

Uma apuração realizada pelo site "aosfatos", comprovou que as pessoas desconfiam das informações noticiosas que recebem pelo WhatsApp, porém, elas não checam se são verdadeiras ou não. "Pessoas que têm aplicativos de mensagem e redes sociais como a principal fonte de informação estão menos propensas a checar as informações que recebem: 40% delas disseram que nunca ou raramente vão atrás de saber se informações recebidas por esses meios são verdadeiras, mesmo que ela desconfie do que está recebendo", conforme publicado no site.  

 

Segundo a professora de jornalismo Karine Vieira, a disseminação de notícias falsas ganha espaço porque "há um cenário de desconfiança em relação à mídia junto a isso a crença de que as informações recebidas ou compartilhadas por alguém próximo tem um grau de veracidade maior".

 

Seguem aqui 8 dicas para evitar ou identificar as fake news:

 

1- Confira a data de publicação;

 

2- Checar sempre a fonte;

 

3- Confirme a confiabilidade de quem assinou o conteúdo;

 

4- Leia a matéria completa e não apenas o título e a gravata;

 

5- Verifique se há erros de ortografia e formatação;

 

6- Pesquise a mesma informação em outras fontes confiáveis; 

 

7- Evite sites desconhecidos. 

 

8- Pesquise a notícia no Google.

 

 

Lista de alguns sites que podem identificar fake news ou fazem checagem da informação: 

 

- boatos.org

- aos fatos

- Agência Lupa

- Agência Pública 

- Estadão Verifica

- #éboato ou #éverdade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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