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Icaro: histórias de superação

Atualizado: 11 de Abr de 2019

“Eu sabia que o caminho mais fácil como cadeirante era produzir a minha história”, afirma o dramaturgo e ator Luciano Mallmann, autor do espetáculo Icaro, encenado no Festival de Curitiba. A obra aborda seis histórias de pessoas que tiveram uma mudança de vida brusca, todas tendo em comum o fato de que pessoas ficaram paraplégicas e viram suas vidas tomarem um novo rumo. Seis histórias de pessoas que tiveram um novo recomeço.



O ator interpreta depoimentos ficcionais de cadeirantes, homens e mulheres. O ator mescla experiências pessoais com relatos de pessoas que tiveram lesões medulares. Com uma encenação sensível e detalhada, Mallmann aborda a fragilidade humana, a qual todos estão expostos.


A música está presente durante toda a peça e ajuda a transformar o ambiente para cada história ali retratada, a do ator, da modelo, do lutador, da mãe e do acrobata. O ator usa a precisão dos movimentos, no que é possível fazer, a exploração da voz, e expressões faciais para representar as limitações físicas de cada personagem e prende a atenção da platéia sem tornar o espetáculo cansativo.



Temas como relações familiares e amorosas, suicídio, maternidade, gravidez e preconceito são citados de uma maneira reflexiva. Na peça também são expostas algumas dificuldades que um cadeirante enfrenta, como o simples fato de não conseguir mudar de canal da tv, mesmo o controle estando do lado. Nos depoimentos o ator fala das necessidades especiais que chegam até as coisas muito intimas, todos tratados com muita naturalidade.


No cerca de 70 minutos de peça, o ator e as histórias nos tocam das mais diversas formas, nos fazendo rir, sentir aflição, chorar e sentir agonia. “A forma como a gente conta, faz com que as pessoas que estão assistindo se identifiquem com o que está sendo mostrado, porque a gente fala da deficiência. Mas o fato principal é que estamos mostrando que pessoas na cadeira de rodas também possuem histórias, têm alegrias, sonhos, como qualquer outra”, afirma Mallmann.


O monólogo escrito por um cadeirante, simples em sua essência, mas forte na temática, tem o objetivo de mostrar que não há diferença em ninguém apenas pessoas com algumas limitações físicas, mas que são capazes viver uma vida normal.

Texto e foto: Ivone Souza

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